Moeda Capivari vira matéria para um dos maiores jornais de economia do mundo

Na terça - feira 23/08/2011, o prefeito Marcello Zelão e a secretário de Turismo de Silva Jardim, Vera Brito, receberam o jornalista Paulo Padra, correspondente do Wall Street Journal de Nova Iorque, o maior de economia do mundo. Na pauta, a Lei de Economia Solidária, o Banco Comunitário e a moeda social Capivari.

De acordo com o correspondente, a economia brasileira vive um bom momento, o que faz com que os olhos da mídia internacional se voltem para o país, principalmente neste período de crise nos Estados Unidos. “Estou há cerca de um ano no Brasil, onde venho registrando ações como esta de Silva Jardim, um município que poderia ficar a margem do desenvolvimento, mas que com projetos inovadores estão conseguindo crescer”, falou Paulo.

Ele observou que nos Estados Unidos existem muitas cidades pequenas, onde a população ainda é pobre e carente de investimento, e ressaltou que iniciativas como a da prefeitura de Silva Jardim podem servir como referência para serem aplicadas nesses locais. “O Brasil é sempre um assunto que rende comentários e boa repercussão”, observou.

Durante a entrevista, Zelão falou sobre os primeiros passos para a implantação da moeda social. “Sempre tivemos a cultura de comprar em municípios vizinhos. Quando assumimos o governo, começamos a pensar em uma forma de mudar essa realidade e fazer o dinheiro circular dentro da cidade. Foi quando comecei a discutir com a equipe de governo e a associação comercial a ideia da moeda”, contou.

Para que o projeto fosse implementado, o prefeito lembrou que foi necessária a elaboração da Lei da Economia Solidária, o que exigiu muita pesquisa e diversos encontros com todos os segmentos da sociedade. “Esta é o marco legal para que pudéssemos ter o banco comunitário, que hoje já concedeu quase 500 micro-créditos, que somam cerca de R$50 mil em empréstimos a juros baixos”, falou Zelão, explicando que a principal proposta do banco é oferecer crédito às pessoas que não conseguem obter financiamentos nas instituições financeiras tradicionais. “Dessa forma fomentamos a economia solidária, dando oportunidade aos pequenos empreendedores”.

Depois de conversar com o prefeito, Paulo foi conferir de perto o funcionamento do Capivari. Ele visitou o BC, onde trocou alguns reais pela moeda social e visitou os comércios, onde pagou com a moeda local. Durante a visita por Silva Jardim, o correspondente ainda conheceu alguns empreendedores que estão crescendo com a ajuda do BC. É o caso do pequeno vendedor de picolé, Carlos Leandro. “Minha avó construiu uma loja na minha casa para eu vender e ainda queremos comprar a camisinha do picolé. Isso com o empréstimo do banco Capivari”, falou.
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